terça-feira, 10 de julho de 2012

This journey... is a quest!


Bem, estamos quase no dia da estreia da segunda temporada de Journey Quest. Uma série divulgada apenas na internet, mas com aquele gosto de coisa de fã pra fã e feita com muito cuidado.
Como a maioria das coisas boas, é feita por uma companhia independente. A Dead Gentlemen Productions têm algumas das produções mais toscas e nerds que eu já vi, e são ótimas! Entre elas, está Journey Quest, que é a ultima série de trabalho deles e foge um pouco da usual tosquice e atinge um bom nível de qualidade de imagens.
Para dar uma ideia geral, aqui vai um pedaço do filme The Gamers: Dorkness Rising, o segundo da série The Gamers.


Bom, agora que estão devidamente avisados, vamos ao Journey Quest.
A série conta a história de um grupo de aventureiros em um mundo medieval fantástico que está à procura de um artefato poderoso e perdido.  Bem comum, né?
Mas tudo é contado de forma inédita. Algumas cenas são mostradas mais de uma vez e as vezes em episódios diferentes, hora sob o ponto de vista dos heróis e hora sob o ponto de vista dos orcs, por exemplo, que inclusive tem uma língua própria no filme e as vezes uma terceira vez, do ponto de vista da barda!
O humor é frequente, mas foge daquele humor pastelão comum e temos o pastelão medieval fantástico!
Sei que é uma indicação curta e que não diz tudo que a série merece, por isso aqui vai o primeiro episódio para que você possa ver por você mesmo e tirar suas conclusões. Aposto que vocês vão querer assistir até o ultimo e ver se eles realmente conseguem chegar no Temple of all Doom!  Ah, e por ultimo mas não menos importante, para ativar a legenda basta clicar em 'CC', na barra do vídeo.Onward!




quinta-feira, 5 de julho de 2012

A estilha de cristal


 "Mesmo não estando nessa cena, vou tentar parecer poderoso para impressionar na capa!"
Estranho, mas verdade. Quem conhece sabe : D

 Lembro que quando eu era mais novo, vi a resenha desse livro em algum lugar, talvez na Dragão Brasil. Sinceramente, não tenho ideia do que ela falava, mas fez o livro entrar em um hall particular que eu tinha: coisas de RPG que eu queria ter mas não tinha grana para comprar.
 Creio eu que esse titulo esteja esgotado, pois faz mais de um ano que procuro – admito que sem um afinco muito grande – por lojas online como Submarino, Americanas e Saraiva. Fui encontrar um exemplar a cerca de três semanas no Sebo do Messias, um sebo online com bastante coisa boa.
 Vamos ao livro; Bruenor, Wulfgar, Régis e Drizzt são os quatro personagens principais do primeiro livro do conhecido R. A. Salvatore para o mais conhecido ainda cenário de campanha Forgotten Realms. Não há uma história no livro e sim várias. No meio do livro eu me perguntava: “mas se isso acabar acabou o livro!”. Mas depois tudo se aprofundava mais e vinham novos detalhes e a trama ganhava outro rumo, ponto pro Salvatore.
 Vi pela internet vários comentários sobre esse ser um livro fraco, principalmente pelos personagens que são normalmente vistos como rasos e sem muitos detalhes. Particularmente, acho que isso seja uma escolha e não um defeito.
 O livro conta a história da Estilha de Cristal – um poderoso e milenar artefato maligno que rouba a luz do sol para se fortalecer – conta a história de uma guerra antes da estilha entrar em ação, detalha uma comunidade bem grande. Quero dizer com tudo isso, que acho que foi proposital a escolha por esse tipo de escrita. A meu ver, inclusive, os personagens são muito bem descritos e detalhados. A história tem um ritmo bem frenético e todas as cenas contêm detalhes RPGisticos muito legais para nos inspirar e sempre que há uma brecha, os personagens ganham características e a história deles é aprofundada.
 Há uma única coisa que me incomodou um pouco, admito que seja fã de Forgotten (dar) e que li o livro com tanta vontade que seria difícil não gostar, mas os clichês realmente são muito constantes. A estilha lembra muito o Um Anel, do Senhor dos Anéis, Wulfgar é uma cópia do Thor (inclusive com o martelo), o anão é bem rabugento e tem um amigo elfo e por ai vai. O que muda tudo são os passados de cada um e o caráter que eles têm, são meio como o Rambo, destroem tudo e lutam pelo bem mas os conflitos estão lá individualizando eles, não há como não gostar.
 Sinceramente, não gosto de me aprofundar na história mas digo para quem tiver interesse: leia, vale a pena. 

Salvatore à esquerda e Elmist... ops... Ed Greenwood à direita

Ps.: E ainda tem uma luta com um dragão branco!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Canções a baladas


 Inspirado nos micro-contos do a espada e o cajado resolvi fazer alguns também.


Tumba profunda
Cova vazia
Garra afiada
Fome sinistra

Ai! Descuidado
Percorre a tumba
A sombra abraça
Garra é navalha!
 - Por Theodoro, Balada em memória de Rasputim.



Na floresta sombria
o velho pinheiro

abaixo da raiz
o morto explorador

Aventureiro curioso,
de adubo vai servir!
 - Antiga canção hobbit sobre as traiçoeiras florestas nas bordas de sua comunidade.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Escritas antigas e seus alfabetos


 Quando podemos mostrar uma imagem de um lugar em que os aventureiros estão, o desenho de um monstro que encontraram ou então de uma armadura ou objeto mágico sentimos que aquilo causa um bom efeito. É legal ver aquelas imagens bonitas dos personagens, construções antigas, mapas de cidade ou da região, da uma sensação a mais de que aquilo existe e as vezes uma ajuda para quem não consegue visualizar ou até em lugares que são muito cheios de detalhes e o mestre acaba esquecendo de algo. Foi daí que surgiu minha ideia.
 Mensagens foram trocadas durante toda história da humanidade e com os mais diversos fins. As vezes eram só noticias casuais ou de importância familiar, as vezes requisições reais ou até declarações de guerra.
 Muitas mensagens e textos antigos resistiram ao longo dos anos e trouxeram algo muito importante com elas. Os alfabetos usados por povos em diversas regiões, alfabetos que são usados para definir fatos históricos que outros meios nem sequer conseguiram chegar perto de solucionar e estabelecer. Enfim, alfabetos antigos são de grande importância, mas não é sobre isso que eu quero falar. Já notou o quanto eles são legais?! Acho que podem ser usados como um utensílio a mais pelo mestre. Imagine uma missão onde se deva entregar uma mensagem antiga ou então decifrar um texto milenar que contem uma profecia há muito tempo esquecida. Agora imagine tudo isso novamente enquanto seus jogadores seguram um papel pardo com uma mensagem escrita em caracteres completamente exóticos e bacanas.

O alfabeto rúnico

 Creio que esse alfabeto causa uma imediata assimilação com tempos antigos e fantasia e é esse o intuito do texto. Ajudar a ambientar e sugerir temas com as letrinhas estranhas.
 O alfabeto rúnico não contem todas as letras do atual alfabeto assimilado pela maioria dos povos hoje em dia e também tem essas letras ‘duplas’ na equivalência que podem causar confusão. Algumas trocas precisam ser feitas e aqui vão alguns exemplos.

 
  Traduzindo letra por letra, chegaremos à palavra ‘eskluzao’. Não existe ‘x’ nas runas, mas no caso da palavra ‘exclusão’ o ‘x’ tem som de ‘s’ e pode ser substituído para se adequar. Outra coisa importante é o uso do ‘z’ no lugar do ‘s’. O motivo é o mesmo do anterior, na palavra o ‘s’ da silaba ‘são’ é pronunciado com o som de ‘z’. Essa padronização torna a escrita mais fácil e essa estranheza na hora de traduzir pode acrescentar um colorido a aventura. Um idioma antigo que precisa de sábios para traduzir ou interpretar provavelmente não seria escrito como nos dias atuais de sua aventura, seria?

 Novamente, traduzindo letra por letra, chegamos a ‘wingansa’. A palavra seria ‘vingança’, como o alfabeto rúnico não contem nenhuma letra equivalente ao ‘v’, acredito que pelo uso moderno do ‘w’ com som de ‘v’, a letra possa ser substituída e entendida pelos jogadores. Um pouco de trabalho para entender a mensagem ou profecia também não cairia mal, hehe.
 

 ‘O rei dewe morrer’. Os aventureiros encontrariam uma forma de decodificar essa mensagem antes que ela se realizasse? Poderiam eles bolar um contra plano para pegar os assassinos no caso de conseguirem decodificar a tempo a pequena carta?
 Apesar de um pouco complexo, acredito que uma mensagem escrita dessa forma possa ser bem explorada pelo mestre em aventuras e buscas de várias formas.
 Idiomas antigos em tempos remotos da fantasia poderiam ter muitos poucos falantes ou ter um custo de tradução altíssimo. O tradutor também passaria a conhecer o conteúdo que aquela mensagem antiga tinha a revelar. Enfim, tramas inteiras podem se desenvolver com um papel escrito em letras estranhas nas mãos de jogadores criativos.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Labirinto, ‘radionovela’ de ótima qualidade!

  A algum tempo atrás comprei duas revistas Dragon que estavam na promoção na d3store. Em uma delas havia uma matéria sobre um tal programa de rádio que era transmitido pela Rádio USP.
 Achei muito legal, pensei o quanto deve ter sido bom ter tido a oportunidade de poder escutar esses programas.
 "Escutava todos os dias, bons tempos!"

 Meses depois  relendo a matéria decidi procurar na internet por alguma informação extra sobre o programa de rádio. O primeiro item que apareceu na minha pesquisa no Google foi nada menos que um site dedicado ao programa! Ainda não estava no ar e demorou um bom tempo para realmente ter conteúdo disponibilizado (talvez eu estivesse ansioso para ver o conteúdo e nem tenha demorado tanto tempo assim).
 Quando finalmente – hehe – o site veio ao ar de forma completa, uma tonelada de conteúdo dos antigos programas foi disponibilizado. O ouvinte João Matos havia gravado o conteúdo do programa entre o ano 1994 até 1995 durante todos os sábados e domingos, do meio dia a uma hora da tarde.
  Baixei e escutei minha primeira ‘radionovela’, a qualidade da novela era ótima! Nunca havia imaginado que realmente gostaria de escutar uma radionovela, sempre que alguém de idade fala sobre uma radionovela que gostava ela costuma ser de romance daqueles bem melequentos e o tema não me chama muito a atenção. Mas aqui as coisas são diferentes.
 Não tenho conhecimento nenhum sobre radionovelas e por isso não possuo parâmetro para comparação, mas a qualidade técnica dos programas me agradou. Os roteiros são simplificados, mas em momento nenhum notei falta de qualidade e é bom às vezes vermos como um gancho ou tema que hoje em dia pode ser clichê foi abordado pela equipe de produção há quase dez anos atrás. E também não preciso falar que o programa é um baú de personagens, personalidades, temas e ideias para RPG, não é?

 "Parar o treino você deve, hora de escutar a radionovela do Labirinto já é."

 Existem também novos contos em produção e da mesma forma como eram feitos antigamente, pedem a ajuda do ouvinte para decidir qual rumo a historia irá tomar. Basta escutar a história e votar em uma das opções disponíveis no site!
 Creio que o projeto tenha voltado à ativa por puro prazer dos – ou de algum – integrantes e não seja algo que renda dinheiro. As histórias novas caminham a passos bem lentos, mas vale a pena a conferida e também um voto no futuro da trama, quem sabe assim eles não animam e começam a produzir matéria com mais regularidade.

Visitem o site e baixem alguma história, não vão se arrepender.
http://www.prisioneirosdaimaginacao.com.br

domingo, 13 de maio de 2012

Dragonslayer, uma vila oprimida e um herói disposto a arriscar sua vida para realizar o bem



[Creio que essa resenha possa ser lida sem medo de spoilers]

Dragonslayer é um filme de fantasia que foi exibido em 1981.
Da mesma forma que os nossos queridos módulos de aventuras old school ele vai direto ao ponto, diferente de exibições cinematográficas de hoje em dia, e também dos módulos de aventura, que tendem a mostrar muitos conflitos juntos e vários personagens complexos. Não, aqui a coisa é muito mais simples.
As primeiras cenas são as melhores e já valem o filme todo.
Ao ser visitado por camponeses que procuram ajuda, um poderoso mago é mostrado de uma forma que eu nunca havia pensado. Seu assistente recebe os camponeses na porta e avisa o mago da presença incomoda dos visitantes. O mago decide que os iria receber e então começa a arrumar sua torre e vestimentas para parecer o mais mágico e impressionante possível, um toque muito legal.
A trama que vai se desenrolar durante o filme é revelada no encontro do mago com os camponeses. Um dragão exige, todos os anos, um sacrifício humano para deixar o reino em paz. Fartos disso, os camponeses buscam a ajuda do único mago que ainda vive no mundo. A tarefa é simples, combater e matar o dragão.
Durante o filme outro fato me chamou a atenção, os personagens morrem. O mundo é perigoso, enfrentar um dragão também e ponto. Não há heroísmo que detenha uma espada no coração ou vigor que evite uma baforada de dragão a ponto de fazer com que um simples humano continue vivo.
Durante o desenrolar da trama principal aparecem outros personagens e esses ganham alguma profundidade. Detalhes obscuros sobre o dragão são revelados e também sobre o Rei e o odiado pacto com o dragão. Tudo isso com cenários muito bonitos ao fundo.
Um destaque especial vai para as aparições do dragão. Creio eu que em 1981 devia ser mais real que a própria realidade e não ficou devendo nada em quesito de horror para a imaginação de ninguém, vale realmente uma conferida no quanto os efeitos especiais da época eram capazes.

 (ops... ferrou)

Não é o melhor filme do mundo, mas conta com ganchos, cenas, itens e abordagens que o tornam um ótimo filme para quem aprecia fantasia medieval. Inova em algumas formas de contar as coisas, mostra detalhes que são grandes sacadas em enredos de fantasia e o faz valer como uma ótima diversão em uma manhã do final de semana.