quinta-feira, 5 de julho de 2012

A estilha de cristal


 "Mesmo não estando nessa cena, vou tentar parecer poderoso para impressionar na capa!"
Estranho, mas verdade. Quem conhece sabe : D

 Lembro que quando eu era mais novo, vi a resenha desse livro em algum lugar, talvez na Dragão Brasil. Sinceramente, não tenho ideia do que ela falava, mas fez o livro entrar em um hall particular que eu tinha: coisas de RPG que eu queria ter mas não tinha grana para comprar.
 Creio eu que esse titulo esteja esgotado, pois faz mais de um ano que procuro – admito que sem um afinco muito grande – por lojas online como Submarino, Americanas e Saraiva. Fui encontrar um exemplar a cerca de três semanas no Sebo do Messias, um sebo online com bastante coisa boa.
 Vamos ao livro; Bruenor, Wulfgar, Régis e Drizzt são os quatro personagens principais do primeiro livro do conhecido R. A. Salvatore para o mais conhecido ainda cenário de campanha Forgotten Realms. Não há uma história no livro e sim várias. No meio do livro eu me perguntava: “mas se isso acabar acabou o livro!”. Mas depois tudo se aprofundava mais e vinham novos detalhes e a trama ganhava outro rumo, ponto pro Salvatore.
 Vi pela internet vários comentários sobre esse ser um livro fraco, principalmente pelos personagens que são normalmente vistos como rasos e sem muitos detalhes. Particularmente, acho que isso seja uma escolha e não um defeito.
 O livro conta a história da Estilha de Cristal – um poderoso e milenar artefato maligno que rouba a luz do sol para se fortalecer – conta a história de uma guerra antes da estilha entrar em ação, detalha uma comunidade bem grande. Quero dizer com tudo isso, que acho que foi proposital a escolha por esse tipo de escrita. A meu ver, inclusive, os personagens são muito bem descritos e detalhados. A história tem um ritmo bem frenético e todas as cenas contêm detalhes RPGisticos muito legais para nos inspirar e sempre que há uma brecha, os personagens ganham características e a história deles é aprofundada.
 Há uma única coisa que me incomodou um pouco, admito que seja fã de Forgotten (dar) e que li o livro com tanta vontade que seria difícil não gostar, mas os clichês realmente são muito constantes. A estilha lembra muito o Um Anel, do Senhor dos Anéis, Wulfgar é uma cópia do Thor (inclusive com o martelo), o anão é bem rabugento e tem um amigo elfo e por ai vai. O que muda tudo são os passados de cada um e o caráter que eles têm, são meio como o Rambo, destroem tudo e lutam pelo bem mas os conflitos estão lá individualizando eles, não há como não gostar.
 Sinceramente, não gosto de me aprofundar na história mas digo para quem tiver interesse: leia, vale a pena. 

Salvatore à esquerda e Elmist... ops... Ed Greenwood à direita

Ps.: E ainda tem uma luta com um dragão branco!

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